Tava pensando o que me satisfaz e vi que me alimento de sonhos. É! Muitas vezes só com eles - e mais nada - já fico satisfeito.
Sabendo disso, minha querida Didi, que me acompanha desde que nasci, diuturna e gentilmente serve o meu almoço - quando dá pra fazer isso em casa - nem sempre só com comida.
Conversamos sobre tudo, e viro fera se alguém disser que ela não sabe das coisas. Ela sabe, e sabe muito de tudo.
Sabe da vida, e o resto não importa. Outro dia regularizei o título de eleitor dela, para que pudesse votar nas próximas eleições. Disse que todos deviam ter consciência política, ajudar os menos favorecidos e prestar contas do que fazem. Ou seja, sabe tudo.
Mas sim, voltando. Gosto de ouvi-la falar sobre os filhos, que foram feitos no tempo certo, com a pessoa certa e acima de tudo com amor. Sempre comenta do jeito e do gênio que cada um tem. Esse carinho pelos herdeiros ela também dispensa a mim, já que me pegou nos braços e me viu crescer.
Acabo sempre saindo satisfeito da mesa. Almoço, mas também escuto e, como já dito, isso também me alimenta. Talvez até mais, pois nunca tive indigestão por sonhar.
Por isso a minha crença que as coisas irão chegar, ah irão. No tempo certo, na hora certa, do jeito certo.
Ando faminto, mas logo converso com Didi e a fome passa.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Velha opinião formada sobre tudo
Tenho visto o futuro passar em minha frente, e é tudo como um bom sonho.
Para não ficar como um cão que corre, sem sentido, atrás da roda dos carros, parei pra pensar se aquilo foi mesmo o futuro, e se seria bom pra mim.
Digo isso porque nossa tendência é sempre achar que tudo o que reluz é ouro. O ouro brilha e é raro, e as pessoas que mexem com a gente também são assim, brilham e são raras.
Me encanto e todos se encantam, é bem verdade. Somos assim e não há como fugir disso.
Mas voltando ao futuro, faltam pouco mais de 3 meses pra acabar a década.
COMO?! Somos trágicos e cruéis quando também queremos ser, não?!
Veja o que eu disse: 3 meses para o fim da década. Podia dizer 3 dias para acabar o mês, ou ainda os mesmos 3 meses, só que para acabar o ano.
Mas é que década assusta mais do que ano, e mês assombra mais do que dias.
E somos assim mesmo, bons e maus, trágicos e leves, quando queremos ser isso ou aquilo.
Eu quero ser o mesmo, só isso. Se não metamórfico, ao menos autêntico - que, ainda, é uma virtude.
Para não ficar como um cão que corre, sem sentido, atrás da roda dos carros, parei pra pensar se aquilo foi mesmo o futuro, e se seria bom pra mim.
Digo isso porque nossa tendência é sempre achar que tudo o que reluz é ouro. O ouro brilha e é raro, e as pessoas que mexem com a gente também são assim, brilham e são raras.
Me encanto e todos se encantam, é bem verdade. Somos assim e não há como fugir disso.
Mas voltando ao futuro, faltam pouco mais de 3 meses pra acabar a década.
COMO?! Somos trágicos e cruéis quando também queremos ser, não?!
Veja o que eu disse: 3 meses para o fim da década. Podia dizer 3 dias para acabar o mês, ou ainda os mesmos 3 meses, só que para acabar o ano.
Mas é que década assusta mais do que ano, e mês assombra mais do que dias.
E somos assim mesmo, bons e maus, trágicos e leves, quando queremos ser isso ou aquilo.
Eu quero ser o mesmo, só isso. Se não metamórfico, ao menos autêntico - que, ainda, é uma virtude.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O preço cobrado, e bem pago
Vivemos no país do suingue, e no país da contradição, já cantou Lenine.
E nesse ringue, da mesma forma que o brasileiro usa de tantos artifícios para sobreviver, é preciso uma boa dose de equilíbrio para se trabalhar nesse país.
Aliás, para conduzir a carreira, de maneira ética, transparente e útil às pessoas. Digo isso porque são poucos os que pensam no outro. E como dizemos que amamos a Deus, se não amamos o nosso irmão?! A quem estamos enganando?!
Ser útil vai além de ser cooperador. E essa é a tolerância da alma, pensamos muito em nós mesmos.
Pago alto por achar que tudo sempre vai dar certo, profissionalmente muitas vezes pago com minha própria reputação - e, o que é pior, por uma culpa que não é minha.
Hoje recebi um elogio que guardarei pra sempre comigo. E para não ser piegas não vou repeti-lo pra vocês. Mas as vidas ainda falam muito alto, em tempos de hipocrisia, a tal ponto de não se escutar algumas palavras.
Mas, desesperar jamais. Afinal de contas, não te cabimento entregar o jogo no primeiro tempo. Certo?!
E nesse ringue, da mesma forma que o brasileiro usa de tantos artifícios para sobreviver, é preciso uma boa dose de equilíbrio para se trabalhar nesse país.
Aliás, para conduzir a carreira, de maneira ética, transparente e útil às pessoas. Digo isso porque são poucos os que pensam no outro. E como dizemos que amamos a Deus, se não amamos o nosso irmão?! A quem estamos enganando?!
Ser útil vai além de ser cooperador. E essa é a tolerância da alma, pensamos muito em nós mesmos.
Pago alto por achar que tudo sempre vai dar certo, profissionalmente muitas vezes pago com minha própria reputação - e, o que é pior, por uma culpa que não é minha.
Hoje recebi um elogio que guardarei pra sempre comigo. E para não ser piegas não vou repeti-lo pra vocês. Mas as vidas ainda falam muito alto, em tempos de hipocrisia, a tal ponto de não se escutar algumas palavras.
Mas, desesperar jamais. Afinal de contas, não te cabimento entregar o jogo no primeiro tempo. Certo?!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Depois do samba suas vidas nunca mais foram as mesmas
Se tem alguém que faz falta, em todos os sentidos, esse é um dos maiores caras que conheço.
Uma figura humana única, inteligente, educado, parceiro. Amigo.
Como ele escolheu o melhor final de semana, no meio de um feriado, para vir a Recife, vai me acompanhar nessa maratona de 7 de setembro.
Além de Porto, Tamandaré e Olinda (aonde ele insiste que quer viver de amor e sonhar), temos 3 shows e ele também vai me acompanhar pela estrada. Além de irresponsável e farrista, dos tempos de Floripa, jamais me abandonou.
Como não aprendi, e dificilmente aprenderei, a escrever saudade no aumentativo, ele chega para lembrarmos uma das melhores fases da minha vida.
Bem vindo ao melhor do Nordeste Ricardo!
Uma figura humana única, inteligente, educado, parceiro. Amigo.
Como ele escolheu o melhor final de semana, no meio de um feriado, para vir a Recife, vai me acompanhar nessa maratona de 7 de setembro.
Além de Porto, Tamandaré e Olinda (aonde ele insiste que quer viver de amor e sonhar), temos 3 shows e ele também vai me acompanhar pela estrada. Além de irresponsável e farrista, dos tempos de Floripa, jamais me abandonou.
Como não aprendi, e dificilmente aprenderei, a escrever saudade no aumentativo, ele chega para lembrarmos uma das melhores fases da minha vida.
Bem vindo ao melhor do Nordeste Ricardo!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
E a cuíca não para!
Final de semana cheio!
Voltar a tocar me faz bem, e é muito bom tá do lado de músicos e amigos, ou melhor - amigos e músicos - e beber na fonte de tantos talentos.
Aprendo humildemente a cada dia, e antes de me achar alguma coisa pelo meu currículo, olho pros deles e vejo que andar em boa companhia é privilégio de poucos.
Voltar a tocar me faz bem, e é muito bom tá do lado de músicos e amigos, ou melhor - amigos e músicos - e beber na fonte de tantos talentos.
Aprendo humildemente a cada dia, e antes de me achar alguma coisa pelo meu currículo, olho pros deles e vejo que andar em boa companhia é privilégio de poucos.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O bem amado
Muito bom esse 'O bem amado'!Sou fã incondicional do cinema nacional, do Guel Arraes, da Paula Lavigne e das trilhas do Caetano que, ao lado das brilhantes atuações de Marco Nanini, José Wilker e Matheus Nacthergaele, deixaram o filme um primor.
A obra de Dias Gomes que, diga-se de passagem, é anterior ao ano de 1964 e à ditadura, foi fielmente transportada pra telona. Ou seja, é a nossa mesma democracia atual.
Com uma bela fotografia, o cenário das belas Alagoas na cidade de Marechal Deodoro, é um dos melhores filmes brazucas que já assisti. Nunca é clichê satirizar a política, principalmente nos tempos atuais, com tantos desmandos e descrenças.
Qualquer semelhança de Odorico com os nossos mandatários é mera coincidência...
[http://www.obemamado.com.br/]
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Formação de Quadrilha
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eliza 'Repúdio'
Como temos juízes nesse Brasil!
Todos querendo condenar o Bruno, Macarrão, Bola...
"Prisão perpétua! Pena de morte! Assassino!", já ouvi de tudo por aí. E num país como o nosso é muito fácil, e tão quanto irresponsável, ser formador de opinião.
Imagino se a Eliza Samudio aparecesse, vinda da Europa com as mãos tomadas de compras (rotina comum a essas mulheres) e desembarcasse no Galeão sem saber que estava morta. Sim, porque a desinformação é tamanha que teve noticiário nos EUA mostrando a foto do goleiro Bruno, mas o da Seleção Brasileira de Handebol, como sendo o "assassino de uma mulher que era mãe do seu filho", tamanha a confusão da polícia, da justiça e dos inconsequentes e irresponsáveis (!) meios de comunicação.
Acho improvável ela estar viva, mas é preciso provar que ela está morta.
E não cabe aos acusados provar que ela está viva e sim às autoridades demonstrarem a sua morte. Isso é coisa muita séria para se presumir. Se a vida é um bem, a liberdade também o é, e até a esposa do goleiro está presa. Só faltam prender o menor e diminuir jurisprudencialmente a idade fixada legalmente.
Se ela pode estar morta, do mesmo modo também pode estar viva. É tudo possibilidade e suposição.
Sim, porque esqueça presunção de inocência ('todos são inocentes até prova em contrário', blá, blá, blá), contraditório e ampla defesa e outros princípios previstos na Constituição. A Carta Magna, coitada, tem seu exemplar em cada lixeira das Delegacias de Polícia espalhadas por essa republiqueta de bananas chamada Brasil.
Vivemos no país da farsa, isso não é novidade. Na política, é uma Dilma Roussef, que nunca sorriu nos 7 anos em que foi ministra (ao contrário, espalhou antipatia e hostilidade por onde foi), e de uma hora pra outra aparece com um sorriso aberto e amarelo, falso como grande parte do PT, e viajando - mesmo doente - com o Lula pra tudo quanto é lugar. No esporte, é um país que sediará uma Copa do Mundo mas que não sabe organizar nem os seus próprios campeonatos - com datas, regulamentos e fórmulas malucas. E no Judiciário não podia ser diferente, claro. Se o bispo é corrupto, o concílio não podia ficar atrás.
Enfim, é preciso concluir esse post, antes que você deixe de lê-lo.
Mas é preciso também achar o corpo morto. Antes que ele apareça calçando Louis Vuitton, vestindo Gucci e cheirando a Chanel. E ingressando com uma ação de alimentos, pedindo R$ 10.000,00 por mês, talvez para mais uma viagem.
Todos querendo condenar o Bruno, Macarrão, Bola...
"Prisão perpétua! Pena de morte! Assassino!", já ouvi de tudo por aí. E num país como o nosso é muito fácil, e tão quanto irresponsável, ser formador de opinião.
Imagino se a Eliza Samudio aparecesse, vinda da Europa com as mãos tomadas de compras (rotina comum a essas mulheres) e desembarcasse no Galeão sem saber que estava morta. Sim, porque a desinformação é tamanha que teve noticiário nos EUA mostrando a foto do goleiro Bruno, mas o da Seleção Brasileira de Handebol, como sendo o "assassino de uma mulher que era mãe do seu filho", tamanha a confusão da polícia, da justiça e dos inconsequentes e irresponsáveis (!) meios de comunicação.
Acho improvável ela estar viva, mas é preciso provar que ela está morta.
E não cabe aos acusados provar que ela está viva e sim às autoridades demonstrarem a sua morte. Isso é coisa muita séria para se presumir. Se a vida é um bem, a liberdade também o é, e até a esposa do goleiro está presa. Só faltam prender o menor e diminuir jurisprudencialmente a idade fixada legalmente.
Se ela pode estar morta, do mesmo modo também pode estar viva. É tudo possibilidade e suposição.
Sim, porque esqueça presunção de inocência ('todos são inocentes até prova em contrário', blá, blá, blá), contraditório e ampla defesa e outros princípios previstos na Constituição. A Carta Magna, coitada, tem seu exemplar em cada lixeira das Delegacias de Polícia espalhadas por essa republiqueta de bananas chamada Brasil.
Vivemos no país da farsa, isso não é novidade. Na política, é uma Dilma Roussef, que nunca sorriu nos 7 anos em que foi ministra (ao contrário, espalhou antipatia e hostilidade por onde foi), e de uma hora pra outra aparece com um sorriso aberto e amarelo, falso como grande parte do PT, e viajando - mesmo doente - com o Lula pra tudo quanto é lugar. No esporte, é um país que sediará uma Copa do Mundo mas que não sabe organizar nem os seus próprios campeonatos - com datas, regulamentos e fórmulas malucas. E no Judiciário não podia ser diferente, claro. Se o bispo é corrupto, o concílio não podia ficar atrás.
Enfim, é preciso concluir esse post, antes que você deixe de lê-lo.
Mas é preciso também achar o corpo morto. Antes que ele apareça calçando Louis Vuitton, vestindo Gucci e cheirando a Chanel. E ingressando com uma ação de alimentos, pedindo R$ 10.000,00 por mês, talvez para mais uma viagem.
Maria, maria
Maria é uma menina com uma bela história de vida.
Depois de nascer jamais encontrou e conquistou nada fácil. Aliás, vida fácil era uma coisa que ela jamais veio a ter.
Ao invés de fraldas, leite, conforto, escola, cultura, celular, internet, paqueras, faculdade, shows, academia e viagens, Maria foi empurrada pra vida, como boa parte de seres que parecem brotar como grama e são lançados à própria sorte, sem nenhum instrumento e desejos que funcionam como ópio trazido por uma modernidade cruel.
Quando ouvi a sua história, lembrei de um poema da Adélia Prado, onde ela disse assim:
"(...) tudo que nasce deve mesmo nascer sem empecilho, mesmo que os nascituros formem hordas e hordas de miseráveis e os governos não saibam mais o que fazer com os sem-teto, os sem-terra, os sem-dentes e as igrejas todas reunidas em concílio esgotem suas teologias sobre caridade discernida e não tenhamos mais tempo de atender à porta a multidão de pedintes. Ainda assim, a vida é maior, o direito de nascer e morar num caixote à beira da estrada é muito maior. Porque um dia, e pode ser um único dia em sua vida, um deserdado daqueles sai de seu buraco à noite e se maravilha. Chama seu compadre de infortúnio: vem cá, homem, repara se já viu o céu mais estrelado e mais bonito que este! Para isto vale nascer."
E a vida, como essa série de coisas que não sei explicar bem, segue com tantas marias, com dores de menina calada, deixando a vida nascer e morrer, com uma série de coisas que nem todos conseguem ver nesse intervalo. Talvez por isso exista tanta infelicidade espalhada por aí.
Depois de nascer jamais encontrou e conquistou nada fácil. Aliás, vida fácil era uma coisa que ela jamais veio a ter.
Ao invés de fraldas, leite, conforto, escola, cultura, celular, internet, paqueras, faculdade, shows, academia e viagens, Maria foi empurrada pra vida, como boa parte de seres que parecem brotar como grama e são lançados à própria sorte, sem nenhum instrumento e desejos que funcionam como ópio trazido por uma modernidade cruel.
Quando ouvi a sua história, lembrei de um poema da Adélia Prado, onde ela disse assim:
"(...) tudo que nasce deve mesmo nascer sem empecilho, mesmo que os nascituros formem hordas e hordas de miseráveis e os governos não saibam mais o que fazer com os sem-teto, os sem-terra, os sem-dentes e as igrejas todas reunidas em concílio esgotem suas teologias sobre caridade discernida e não tenhamos mais tempo de atender à porta a multidão de pedintes. Ainda assim, a vida é maior, o direito de nascer e morar num caixote à beira da estrada é muito maior. Porque um dia, e pode ser um único dia em sua vida, um deserdado daqueles sai de seu buraco à noite e se maravilha. Chama seu compadre de infortúnio: vem cá, homem, repara se já viu o céu mais estrelado e mais bonito que este! Para isto vale nascer."
E a vida, como essa série de coisas que não sei explicar bem, segue com tantas marias, com dores de menina calada, deixando a vida nascer e morrer, com uma série de coisas que nem todos conseguem ver nesse intervalo. Talvez por isso exista tanta infelicidade espalhada por aí.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amor
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