segunda-feira, 31 de agosto de 2009

entre amigos...


o que pode ser melhor do que receber a visita de um amigo?
Receber a visita de dois.

Na foto, Tiago Dias, Emílio e o terno dele.




[Crédito da foto: Chris Durão]

sábado, 29 de agosto de 2009

O freguês tem sempre razão


Atleticanos, vocês estão certos.
Ouvi a semana inteira que seria o troco da derrota de virada que vocês sofreram aqui na Arena.
Deu até saudade cada vez que eu era lembrado desse jogo. Foi no dia 24/05, e depois de sair com 2x0 atrás, o Náutico precisou de apenas um tempo do jogo pra fazer 3 e vencer aquela partida.

Desta vez eu não estava presente, mas acompanhei toda a partida. 3x0, coisa linda.
3x0 porque gol de placa não vale por dois - o que é uma injustiça, porque se assim fosse, seria 5x0 - como já foi, de fato, em 2007. Nesse eu tava nos Aflitos.
Carlinhos Bala e Derlei, que pintura! Como eu sei que você lê essas palavras meu caro Derlei, o que muito me orgulha, deixo de público a minha placa pra você. Você merece, e sabe disso.

Apesar que ganhar do Atlético/PR já não tem mais muita graça. Toda vez é um baile.
Não me recordo de ter comemorado menos de três gols em um jogo contra o Furacão na vida.

A revanche não veio, e por isso terão que me engolir. O Náutico respira, sairemos na hora certa da zona de rebaixamento. Como seria bom se existissem outros 18 Atléticos/PR na competição!
Seríamos campeões com 100% de aproveitamento.

Mas, desculpas rubro-negros paranaenses, estou errado.
O freguês tem sempre razão.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Começar de novo.

A noite é passada, e o dia é chegado.
Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz.
Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.
Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.

Como é enganoso o nosso coração, hein?!
Mas quando me engano por causa dele, me engano por causa de mim.
É uma espécie de toma lá, dá cá eterno. Entre esse membro que pulsa - e dita o pulso - e o seu dono que dança - ou dita a dança.
Enquanto escrevia hoje, me chegou uma canção que há muito não ouvia. Aliás, fazia tempo que canções não me chegavam, como era com as cartas postais nos velhos tempos. Ivan Lins, quando a compôs, disse que teve medo de ter de cantá-la para si mesmo algum dia. Entendi o motivo disso, e fiquei assim também. Mas 'Começar de Novo' foi um sopro de inspiração que eu queria ter tido.
E hoje, mais do que nunca, tem valido a pena ter me machucado, ter sobrevivido. Ter virado o barco e ter me socorrido.
Ter virado a mesa. Ter me conhecido.

E me conheci, mais uma vez.

Mas a noite passou e, enfim, o dia chegou. E, antes de exigir honestidade, preciso confiar mais e desconfiar mais. Confiar Naquele que não falha, e desconfiar do coração.

Aliás, a culpa é do coração que me engana. E minha também.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pérolas aos porcos

Há coisas que são preciosas demais para serem desperdiçadas com quem não se importa.

"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos vossas pérolas", é o que tá escrito em Mateus 7:6. De cara, a linguagem usada por Jesus pode parecer rasteira. De fato, é uma metáfora forte. Mas depois ainda chamará Herodes Antipas de "raposa", e os fariseus de "serpentes, raça de víboras" (isso em Mateus 23:33 e Lucas 13:32). Aqui a alcunha é genérica.

É inútil tentar oferecer algo de grande valor a alguém incapaz de apreciar. É como dar Drummond a um japonês desavisado e analfabeto em português. De maneira similar, não adianta tentar ensinar aos suínos o valor especial das pérolas, que qualquer porco que se preze alegremente pisotearia, para correr e comer a mais repulsiva lavagem.
Não vá querer gratidão por tal generosidade. A culpa não é dos porcos, eles jamais saberão o valor das pérolas. Pelo menos enquanto tiverem buscando saciar sua fome na lavagem e junto a outros porcos...

A diferença é que os porcos se satisfazem com ela e depois não ficam tristes. Mas igualmente não sabem o que perderam.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

bola de meia, bola de gude.




'coisas bonitas
que eu acredito
que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor.'

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Más 'influenzias'!

Filmes e a divertida companhia de Carlinhos, no dia em que tudo começou a parar.
Como tá morrendo muita gente e a propagação do vírus é grande, as autoridades resolveram tomar uma atitude (já que a população não tem remédio pra tomar): pára tudo!
Virou moda cancelarem tudo aqui no Paraná. E tudo por causa da influência da tal Gripe (ou seria a gripe da tal Influenza?)...
Enfim, sem inglês, sem curso. Só frio, pra variar. Aliás, como choveu essa semana!
Aumentando a umidade, aumenta o frio, aumenta minha saudade.
Por isso, muita roupa, chocolate e play várias vezes!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Emílio Santiago



"(...) A tarde cai, noite levanta a magia
Quem sabe a gente vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida pague essa promessa..."

O New York Times pode tê-lo aclamado, como o fez. De fato, é um dos maiores cantores do mundo, e de todos os tempos. O que a crítica não sabe é que ele é uma figura humana fora de série. E, agora, um grande amigo. Foi um prazer Emílio! Seja sempre muito bem-vindo à Curitiba. Ou aonde eu estiver.


[Créditos da Foto: Rafael Fonseca e Emílio Santiago, por Dudu]

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um que teve!









Como eu não conheci essa idéia antes?! Warriors, acreditem: existe vida pensante na internet!
Como uma agulha num palheiro e diante de tanta coisa ruim rolando na rede (não vou falar nem das rádios!), recebi com grato alumbramento esse blog. São verdadeiras relíquias da melhor Música brasileira!!

Encontrei um álbum de Alceu de 1974 que eu só vi quando tinha 14 anos! Coisa fina e rara! Além de Ed Motta, Simonal, Capiba! (qual a última vez que você ouviu ou viu alguma coisa de Capiba?), Elizeth Cardoso, Luiz Melodia, Leila Pinheiro...

Só não tem Banda Calypso, Zezé de Camargo, Calcinha Preta e Harmonia do Samba. Ainda. Ou ainda bem?

Vale a pena conferir.

[www.umquetenha.blogspot.com]

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Coisas tão simples e tão difíceis de esquecer


um abraço, um sorriso, um aceno
coisas fáceis
gestos tão pequenos
coisas fáceis.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Todo carnaval tem seu fim...


Volto das férias com muitas histórias para contar.
Para cada lugar, uma história. Preciso de tempo e inspiração para descrever cada cantinho e algumas pessoas que conheci.
Começo falando de surpresas. São sempre boas né?!
Esse livro foi uma delas, um fiel e surpreendente companheiro de viagem...


"Meus amigos, meus irmãos, sejamos delicados, urgentemente delicados.
Com a delicadeza de São Francisco, se pudermos.
Com a delicadeza rija de Gandhi, se quisermos.


(...)

Esta aí: porque somos ferozes precisamos ser delicados. Os que não puderem ser puramente delicados, que o sejam ferozmente delicados.

Houve um tempo em que se era delicado. E houve um tempo em que, citando poetas, até se citava Rimbaud. Esse Rimbaud que Paulo Hecker Filho acabou de retraduzir no livro Só poema bom e o Leandro Konder reinventou numa moderna trama policial em A morte de Rimbaud.

Pois aquele Rimbaud, que aos 17 anos já tinha feito sua obra poética, é quem disse um dia: "Por delicadeza, eu perdi minha vida."
Intrigante isso.

Há pessoas que perdem lugar na fila, por delicadeza. Outras, até o emprego. Há as que perdem o amor por amorosa delicadeza. Sim, há casos de pessoas que até perderam a vida, por pura delicadeza. Não é certamente o caso de Rimbaud, que se meteu em crimes e contrabandos na África. O que ele perdeu foi a poesia. E isso é igualmente grave.


Confesso que buscando programas de televisão para escapar da opressão cotidiana, volta e meia acabo dando em filmes ingleses do século passado. Mais que as verdes paisagens, que o elegante guarda-roupa, fico ali é escutando palavras educadíssimas e gestos elegantemente nobres. Não é que entre as personagens não haja as pérfidas, as perversas. Mas os ingleses têm uma maneira tão suave, tão fina de serem cruéis, que parece um privilégio sofrer nas mãos deles.


Tudo é questão de estilo.

[Tempo de Delicadeza, de Affonso Romano de Sant'anna.]