terça-feira, 22 de junho de 2010

Não durma pensando em sonhar

"Morrer, dormir. Dormir, talvez sonhar"

Shakespeare, Hamlet, ato 3°, cena 1ª.

sábado, 19 de junho de 2010

Que poder é esse?!

Um físico desafiou:
"Como que o sentimento pode o tempo atravessar?!"
Um cínico dissimulou:
"Isso vai passar..."

Um místico profetizou:
'Tava no seu caminho escrito e não se apagará!'
Um lírico poetizou:
"Dá pra ver no ar..."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A França, no futebol e na vida

Todo brasileiro acha, e eu não sou diferente, a Argentina mais rival que a França. Mas como minha memória do futebol é de 90 pra cá e deixando os nossos vizinhos um pouco de lado, acho graça dos franceses se dando mal.
Não pela final de 98 e nem pela eliminação de 2006, mas pelo jeito de como se classificaram para essa Copa da África do Sul.

A França não podia estar na Copa, tirou desonestamente o lugar da Irlanda. Lembra aquela ajeitada do Thierry Henry com a mão no último jogo das Eliminatórias para a Copa?! Aliás, ajeitadas, assim no plural mesmo. Nem se fosse volei valeria, seriam dois toques e isso nem lá pode.
A questão é que a França levou dois vareios de bola. Apanhou pro México com direito a olé e só empatou sem gols com o Uruguai, quando aliás também merecia perder.
Não irá se classificar à segunda fase, e o bom futebol agradece. Assim como em 2002, sairão da Copa do Mundo sem fazer um gol sequer. Com Henry no banco nem de mão poderão tirar México e Uruguai, que justiça seja feita vem jogando muito, das Oitavas de Final.

E, como eu sempre digo, o que acontece no futebol acontece na vida. Ou você nunca viu alguém querer se dar bem às custas de farsas e maracutaias, conseguir alguma coisa fraudulenta e desonestamente, tirar uma coisa de outra que era mais digno e no frigir dos ovos se dar mal?!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

192 milhões em ação

Pelo jogo de ontem, não sei se essa Copa tá mais pra 94 ou 2002. Fiquei com uma impressão esquisita.
Se o parâmetro for os demais jogos da Copa, o Brasil jogou bem. Se for comparar com o que o time de Dunga já jogou e rendeu, jogamos mal, muito mal.
Mas é estréia, tem o tal do peso (nunca entendi essa expressão!), a coitada da Jabulani que todos criticam, o frio. Aliás jogar no frio não é fácil, lembrei das minhas peladas no Sul, correndo contra o vento, algumas vezes até a 8°C. Tinha hora que a mente parava!

Gostei do Robinho, do Maicon e do Felipe Melo. Esses três pareciam estar muito concentrados, focados em decidir o jogo. Por que, amigos, não se enganem: a Copa do Mundo, mais do que qualquer torneio ou peleja futebolística, precisa muito mais de inspiração do que de transpiração. Tudo se decide no detalhe. Você já viu coisa mais fácil do que levantar a taça com apenas 7 jogos?!
Pra ser campeão brasileiro, tanto da Série 'A' como da 'B', o time tem que se sair melhor que os outros em 38 partidas. Na Copa do Brasil, com exceção das eliminações no primeiro jogo, o campeão disputa 14 jogos. E se for falar do estaduais com suas fórmulas malucas, ih...

Enfim, 'não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim', como já disse Lulu Santos.
Mas confio em Dunga, me orgulho de Maicon, espero mais (muito mais!) de Kaká e aposto no título com quem quiser.
Todos juntos vamos, pra frente Brasil!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quem planta, colhe.

"Não vos deixeis desencaminhar: de Deus não se zomba.
Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará."

Gálatas 6:7

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Saudade no aumentativo


'depois do samba sua vida nunca mais foi a mesma...'

Como se escreve saudade no aumentativo?

Reinícios

Descobri hoje em mim uma coisa que jamais havia notado: eu gosto de reinícios.
Claro, isso acaba se tornando diferente dos 'inícios' porque já não parto nunca do mesmo lugar. É como se eu começasse de um ponto que não necessariamente é o zero, mas motivado a refazer tudo, do nada.
Não por destino, o que está ao meu redor também é assim, não tem medo de começar de novo e jamais entregam o jogo no primeiro tempo, seja qual for o motivo.
Meu time é assim, minha família é assim, meus grandes amigos são (sem qualquer exceção) todos assim, minha história se escreveu assim. E eu acabei também sendo assim.

Transformei meu dia-a-dia, vivi um sonho (um lindo sonho!) numa região longe, fria e apaixonante, e como num passe de mágica vi realizados sonhos numa cidade guardada, em cada esquina, pra mim, só pra mim.
Por saber quem preparou tudo e ter a certeza que meus olhos ainda não viram e meus ouvidos ainda não ouviram o que Ele tem guardado, fico por isso feliz. E o amo.

Porque assim como esse meu gosto pelos 'inícios', Ele me perdoa e faz de cada deslize, desse ser cheio de imperfeições, um reinício. Até o dia em que não precisará mais disso, e pela última vez serei feliz por poder recomeçar.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Na minha aldeia tudo era verdade, menos a mentira"

Li hoje daqui de Curitiba que o caso das jovens Tarsila Gusmão e Maria Eduarda Dourado irá a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 18 de maio próximo. Procurado por alguns, considerando que esses homicídios repercutiram nacionalmente, precisei esclarecer algumas coisas. Inspirado pela frase de um escritor português chamado Eduardo Simões que dá título a esse post, acordei coinscidentemente com a ligação de um jornalista que vem fazendo um belo trabalho sobre crimes que atentam contra a vida. Sabedor da minha naturalidade e das defesas nos Tribunais do Júri aqui do Sul, foi responsável por antecipar a minha alvorada.
Em primeiro lugar, fatos como esse ficam sempre muito perto de acontecer. Por alguns motivos óbvios a morte dessas duas aconteceu. Foram passar um final de semana na casa de praia de amigos, desapareceram após um passeio de lancha e no dia anterior que foram vistas pela última vez participaram de uma festa. Um enredo comum, próprio da idade, não fossem os personagens - vítimas e aqueles que enganosamente estão sendo acusados - e seus péssimos antecedentes.
Tive acesso ao inquérito policial há tempos atrás (o crime aconteceu em 2003 e, em grande parte do decorrer da investigação, ainda morava em Recife), e muita coisa chama a atenção. Pelos erros e equívocos propositais, claro. Inicialmente os kombeiros Marcelo Lira da Silva e Walfrido José de Lira foram assistidos por Defensores Públicos, considerando o baixo poder aquisitivo e a impossibilidade de constituir advogados particulares. Meus amigos José Francisco Nunes e José Antônio Fonseca de Mello se encarregaram da defesa até as alegações finais, antes dos mesmos terem sido pronunciados (decisão que os submeteu ao julgamento dos acusados pelo Júri Popular). Pois bem. Sem qualquer explicação, assume o caso Bóris Trindade, um advogado de história e reputação incontestes em Recife. Sei que defendia presos políticos na época do golpe de 1964, tamanha sua paixão pela esquerda. Tá. Não julgo a capacidade de ninguém pagar ou receber por qualquer serviço profissional, mas até onde eu sei os kombeiros não foram contemplados pela megasena e acho difícil que, por liberalidade e generosidade, o escritório tenha entrado nessa. Mas também não cabe a mim procurar saber quem pagou. Só é estranho.
E se eles forem absolvidos, como devem ser, não deixará de haver impunidade. Afinal, os autores do crime continuam em liberdade - a mesma liberdade que as vítimas foram criadas, saindo para festas, viajando e passando dias longe de casa, entregues à própria sorte - ou, nesse caso, ao azar. Isso fatalmente acontece com quem toma a vida num gole só.
O que não passa despercebido é que outros interesses movem e influenciam a condenação desses infortunados, que entraram como a bucha de canhão utilizada para limpar os canhões na 2ª grande guerra mundial. Acho que os corpos, também por questões óbvias, não poderiam ser achados logo após o que aconteceu na festa, deveriam ter mais sêmen do que células. Também não me perguntem de quem, não sou leviano, nem perito do IML e nem estive naquela casa na noite de 02 de maio de 2003.
O passado dessas 'pobres adolescentes que foram cruelmente assassinadas' já as condenava antes de qualquer um que venha a cumprir pena pela acusação de terem tirado suas vidas. Em depoimento à polícia, a mãe da Tarsila disse que a filha costumava viajar e passar até 10 dias sem dar notícia. O que me intrigou, à época, foi a portaria do delegado de Ipojuca (município onde ocorrerram os fatos) ser baixada apenas 1 dia após o desaparecimento das "moças", instaurando e iniciando o inquérito para apurar as mortes. Estranho não?! Segundo a mãe ele chegava a passar 10 dias sem dar notícias...
Já se sabia das mortes na manhã seguinte da festa.
Trocaram o piso da casa, mudaram a grama do jardim. Comportamento típico de quem quer assassinar as provas materiais, apagar os indícios e dificultar o trabalho da perícia técnica e, assim, tentar deixar a elucidação dos fatos para os depoimentos das testemunhas - a prostituta das provas, facilmente corruptível.
É sempre assim. Foi assim com o casal Nardoni, que limpou a casa, imaginando que lavar com água e sabão resolveria. Em lugares que a polícia investigativa é séria isso acaba se tornando uma grande piada e álibi frágil. A delegada achou estranho e, em tempo, isolou o local. Claro, prova se colhe ontem, aprendi isso no crime. Amanhã ela pode inexistir, ou ser facilmente adulterada por alguns pedreiros e outros jardineiros.
Já dizia Millôr Fernandes, que 'a polícia só sabe que Caim matou Abel por causa do samba popular e não porque tenha lido a Bíblia.'
Faço do Júri a minha vida, todos que me conhecem sabem disso. E sabem também que nem sempre (ou quase nunca) o jurado é convencido pela verdade. Aliás, lá tudo é verdade, inclusive a mentira. A culpa não é do Judiciário. Nesse caso, não. Aliás, culpado aqui é o que não falta.
Não adianta o pai vir chorar depois do sangue derramado. Não venha o delegado querer investigar depois dos corpos em putrefação (ou depois de ter recebido o que negociou). Da mesma forma não adianta as garotas se arrependerem da vida que levavam, pois perderam-na.
As aparências enganam a quem quer ser enganado. Ou se enganar.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Me espera no portão, pra você ver

agora é pra valer!

Pode ir armando o coreto,
e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Se souber confiar no seu critério, nada a temer...

Ah, segurei o meu pranto para transformar em canto
E para meu espanto minha voz desfez os nós, que me apertavam tanto
E já sem a corda no pescoço, sem as grades na janela
E sem o peso das algemas na mão
Eu encontrei a chave dessa cela
Devorei o meu problema e engoli a solução
Ah, se todo o mundo pudesse saber como é fácil viver fora dessa prisão
E descobrisse que a tristeza tem fim
E a felicidade pode ser simples como um aperto de mão...
Entendeu?